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o grande gatsby filme

(F. Scott Fitzgerald / O Grande Gatsby, 1925)

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“Ali todos vivem como zumbis, tentando se salvar até o dia seguinte, mitigar uma dor que já nem sentem mais. Não há nada de especial nesta minha gente, ela apenas suporta de mansinho este banimento, como eu, como você. E o que Vega queria era me chamar para a vida. Sim, por que eu estava atolado num vilarejo nada sensual (esta porra de lugar não é a maquete do mundo?), cercado de olhos mortos e ela me surgiu, a encarnação de um sonho, me chamando para dançar no fogo.”

(Dênisson Padilha Filho / Eram olhos enfeitados de Sol, 2017)

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“Se vai tentar, tente até o fim. Caso contrário, nem comece. Isso pode significar perder amores, casamento, parentes e até mesmo a sua própria cabeça. Pode significar não comer durante três ou quatro dias. Pode significar congelar num banco de jardim. Pode significar prisão, escárnio, isolamento. A solidão é até uma dádiva. Todos os outros são um teste à sua resistência, do quanto você realmente quer fazê-lo. E tu vais fazê-lo, apesar da rejeição e das piores hipóteses. E será melhor do que qualquer outra coisa que você possa imaginar. Se vai tentar, vá até o fim. Não há outra emoção como essa. Você vai ficar sozinho com os deuses e as noites queimarão como o fogo. Insista, insista, insista. Você cavalgará pela vida direto para a gargalhada perfeita. Esta é a única boa luta que existe.” 

(Charles Bukowski / Jogue os Dados)

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papel de parede copy

Mais trechos do livro aqui.

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“Não a posso deixar aqui sozinha. Não estaria sozinha. Estaria sozinha de mim, que é a solidão que me interessa e a de que tenho medo.” (pág. 29)

“Estaria numa aniquilação imediata também, poupando-me a miséria de ver o sol que arde sem respeito por qualquer tragédia.” (pág. 36)

“Gosto desta maldade, não podemos ficar velhos e vulneráveis a todas as coisas, temos que nos rebelar aqui e acolá, caramba, temos que estar a postos para alguma retaliação, algum combate, não vá o mundo pensar que não precisa tomar cuidado com as nossas dores.” (pág. 87)

“É um sentimento que fica escondido, à boca fechada, por quê sabemos que talvez não devesse existir, mas existe por quê o passado, neste sentido, é mais forte do que nós. Quem fomos há sempre de estar contido em quem somos, por mais que mudemos ou aprendamos coisas novas.” (pág. 130)

“Eu, de fato, ainda adoro a Amália e ouço-a quase a chorar se for preciso e se tivesse que escolher um único português para entrar no paraíso, talvez quisesse que fosse ela, para eternizar de verdade aquela voz, a maior voz da desgraça e do engano dos portugueses. Pena não haver paraíso, já não haver Amália e ter havido e sobrar tanta desgraça e engano.” (pág. 147)

“Somos um país de cidadãos não praticantes. Somos um país de gente que se abstém.” (pág. 167)

“Havia uma morte para cada um. Alinhada como em fileiras do exército, aprumada em grande brio para vir colher quem lhe competia no momento certo. A morte era, afinal, a mais organizada das instituições. Cheia de afazeres e detalhes, mas muito competente e certeira.” (pág. 190)

“Deus é uma cobiça que temos dentro de nós. É um modo de querermos tudo, de não nos bastarmos com o que é garantido e já tão abundante. Deus é a inveja pelo que imaginamos. Como se não fosse suficiente tanto quanto se nos põe diante durante a vida. Queremos mais, queremos sempre mais, até o que não existe nem vai existir.” (pág. 203)

“Sabes que os peixes têm uma memória de segundos. Aqueles peixes bonitos que vês dentro dos aquários pequenos, sabes que têm uma memória de segundos, três segundos, assim. É por isso que não ficam loucos dentro daqueles aquários sem espaço, por quê a cada três segundos estão como num lugar que nunca viram e podem explorar. Deveríamos ser assim, a cada três segundos ficávamos impressionados com a mais pequena manifestação de vida, por quê a mais ridícula coisa na primeira viagem seria uma explosão fulgurante da percepção de estar vivo.” (pág. 247)

(Valter Hugo Mãe / A Máquina de Fazer Espanhóis, 2010)

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“No momento em que um homem parte para uma viagem ou se prepara para mudar de vida, são muitos os pensamentos que o assaltam, desde que seja pessoa capaz de reflexão. Todo o passado lhe ocorre e faz projetos sobre o futuro.” (Pág. 121)

“Enquanto não gostamos de alguém, é como se estivéssemos a dormir. Não somos mais que pó. Mas assim que um homem começa a amar, é como se fosse Deus, sente-se puro como nos primeiros dias da criação.”  (Pág. 154)

“Não pensava em fazer mal às pessoas para daí obter êxito. Era apenas um homem de sociedade, bem-sucedido, que se acostumara a ter êxitos.”  (Pág. 243)

“Encontrará em minha casa a bela Helena, a quem nunca cansamos de olhar.” (Pág. 247)

“E, desde de que fizera esta descoberta, já não lhe era possível ver mais nada, pela mesma razão que já não somos capazes de aceitar um erro uma vez que o conheçamos.” (Pág. 249)

“Ainda és tão novo. Ainda precisa de conselhos. Não me leve a mal por eu usar dos meus direitos de velha.” (pág. 250)

“E, apesar de tudo, só uma coisa me interessa, só uma coisa me absorve: o desejo de triunfar sobre todos. Só me interessa esta força misteriosa, esta glória que eu sinto pairar aqui por cima de mim, no meio desta neblina!” (Pág. 323)

(Leon Tolstói / Guerra e Paz – Volume 1)

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“A porta estava trancada

E o universo

Tocava a minha música.”

(Charles Bukowski / Hino da Tormenta)

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